Fertilidade e Infertilidade Para Casais e Não Especialistas
Audiolivro de Renato Tomioka e Sidney Tomyo Arazawa · narrado por Beto Erthal · 1 h 36 min
A infertilidade será, certamente, um dos temas em alta nas próximas décadas. Primeiro porque se conhece pouquíssimo sobre o assunto e um número cada vez maior de casais sofre com a infertilidade. Podemos parecer pessimistas, mas trata-se da verdade nua e crua. Talvez uma das maléficas consequências da loucura do mundo moderno. Os debates sobre o assunto crescem diariamente. Não apenas pelo aflorar de temas tão delicados, como o papel da reprodução humana para os casais homoafetivos, mas também pelo número alarmante e progressivo de casais inférteis na atualidade. Atualmente, há um crescimento exponencial da infertilidade e, em compensação, da busca pela reprodução assistida no Brasil e no mundo. Estima-se que, em nosso país, mais de seis milhões de casais terão alguma dificuldade para obter a gravidez em 2016. Dados recentes da Associação Americana de Medicina Reprodutiva mostram que, até os anos 1960, o índice de infertilidade no mundo girava em torno de 10% dos casais no período reprodutivo, dos 18 aos 44 anos de idade. Hoje, os patamares chegam a 15%. Um número, sem dúvida, alarmante – 50% de crescimento em apenas 50 anos de história. Alguns estudiosos do assunto arriscam que a agitação, o estresse e a falta de cuidados com a saúde têm como consequência uma diminuição natural do estímulo para a procriação. É desvantajoso para nossa espécie pais que pouco permaneçam ao lado dos filhos no dia a dia, que deleguem as funções educacionais a babás e professores e que não compreendam que educar vai muito além do que simplesmente ensinar. Uma visão ácida para a questão, mas que deve ser levada em conta. Com base em nossas experiências sobre o tema, e dispostos a orientar casais e médicos não especialistas no assunto, preparamos este guia cuidadosamente apoiados por informações relevantes, com o objetivo de orientar aqueles que sofrem de infertilidade para que trilhem caminhos mais sólidos, partindo de evidências e livres de julgamentos.